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Única treinadora da Copa Loterias Caixa de Fut de 5 busca segunda final consecutiva

Por CPB
Qui, 08 Nov 2018 12:32:00 -0200
Rafael Sena/CPB Imagem

A equipe de futebol de 5 do CEDEMAC, do Maranhão, busca na edição de 2018 da Copa Loterias Caixa de Futebol de 5 a segunda final consecutiva, sob o comando da treinadora Laryssa Macedo, única técnica mulher da competição. As disputas, que acontecem no CT Paralímpico, em São Paulo, começaram na segunda-feira, 5, e vão até o domingo, 11. Ao todo, são 12 equipes disputando o título brasileiro. 

Formada em Educação Física, Laryssa teve seu primeiro contato com o esporte paralímpico a partir da fisioterapeuta da equipe de futebol de 5 do CEDEMAC, que também atendia o time que ela jogava futsal, em 2013. Laryssa se interessou pelo tema e decidiu, alguns anos depois, escrever sua monografia de conclusão de curso sobre educação esportiva para pessoas com deficiência visual. 

“Eu comecei a acompanhar o futebol de 5 e pensava que um dia poderia também trabalhar com isso. Depois de alguns anos, eu acabei recebendo o convite para ser preparadora física do CEDEMAC, e em algumas semanas, para ser técnica deles”, conta a técnica.

Laryssa fala que a fase de adaptação, desde a sua chegada até o nacional de 2017, foi bastante curta, mas o suficiente para que eles conquistassem o segundo lugar na competição. No ano anterior, em 2016, eles tinham sido campeões da série B, o que os levou para a série A na temporada seguinte.

Sobre ser a única mulher a frente de uma equipe neste campeonato, Laryssa diz que acaba assumindo um papel de mostrar que a questão de “sexo frágil” relacionada a mulher, é um tabu machista que ainda existe na sociedade. Sendo uma modalidade basicamente masculina (não há equipes femininas no futebol de 5), ela afirma que não há diferenças entre técnicos homens e mulheres, já que todos estão lá pelos mesmos objetivos.

“Eu acho que por ser mulher é até mais fácil a comunicação com os meninos, porque é uma voz diferente, porque quando eles estão jogando, eles já sabem que sou eu falando, é uma voz mais aguda. Mas eu fico muito feliz com o meu papel de defender que a mulher tem muito trabalho pela frente, e que nós técnicos temos muito o que aprender um com o outro, não tem essa questão de segregação por ser mulher ou homem.”

Na última quarta-feira, 7, o CEDEMAC passou para as oitavas de final do nacional e volta às quadras na sexta-feira, 9, às 10h contra a equipe do APADEV, de São Paulo. A grande final da competição acontece no domingo, 11, às 11h, com transmissão ao vivo pelo SporTV 2.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)