Carol Santiago é campeã mundial por um centésimo de diferença nos 50m livre, em Londres

qua, 11 set 2019 19:01:21 -03:00



Foto: Alê Cabral/CPB

Foto: Alê Cabral/CPB

Em uma final eletrizante, a pernambucana Maria Carolina Santiago conquistou a terceira medalha de ouro do Brasil no Mundial de natação paralímpica. A competição é realizada desde a segunda-feira, 9, na mítica piscina do Parque Olímpico de Londres, com mais de 650 atletas de 80 países. Carol foi a melhor nos 50m livre da classe S12, para nadadores com baixa visão. 

O Brasil ocupa o oitavo lugar no quadro de medalhas, com três ouros, duas pratas e dois bronzes. O país foi ao pódio duas vezes nesta quarta-feira. Além de Carol, a paranaense Débora Carneiro faturou o bronze nos 100m peito da S14 (deficientes intelectuais). A Itália permanece surpreendentemente em primeiro, com 10 ouros entre as 23 medalhas, à frente da anfitriã Grã-Bretanha e da Rússia, ambas empatadas com nove ouros de 26 no total. 

Os 50m livre em que Carol triunfou foi decidido na batida de mão, na casa centesimal do cronômetro. Ela cruzou a piscina olímpica de Londres em 27s41, a russa Anna Krivshina veio imediatamente na sequência, com 27s42. Ela e a russa já rivalizaram neste Mundial. Na segunda-feira, 9, primeiro dia de competição, nos 100m costas (S12), Anna Krivshina foi a melhor e ficou com o ouro, a brasileira, prata. Carol deu o troco agora.

“Foi incrível, foi muito perto, o nível aqui está altíssimo, com vários recordes caindo em diversas provas. Só de estar entre as oito primeiros já é uma conquista neste Mundial. Mas quando eu cheguei, não consegui ver no placar se tinha ganhado ou perdido, mas pelo barulho da torcida brasileira eu percebi que tinha ganhado. Mais emoção do que isso vai ser impossível”, explicou Carol. Nesta mesma prova, a paraense Lucilene Sousa concluiu na oitava colocação (28s88).

A pernambucana de 34 anos descobriu o esporte paralímpico recentemente. Ela nasceu com síndrome de Morning Glory, alteração congênita na retina que reduz seu campo de visão. Competiu em provas de natação com atletas sem deficiência até o fim de 2018, quando migrou para o esporte paralímpico. Este é seu primeiro Mundial. Há pouco mais de 10 dias, ela também estreou em Parapans. Nos Jogos de Lima 2019, Carol nadou em cinco provas e conquistou quatro ouros continentais. 

Ela retorna à piscina nesta quinta-feira, 12. Agora, para os 100m peito, sua prova predileta. A rival da vez é a alemã Elena Krawzow, a quem já derrotou duas vezes neste Mundial. A disputa agora é mais acirrada. Uma mostra do que está por vir foi experimentado no primeiro semestre de 2019. As duas protaganizaram um embate à distância em menos de 24 horas. 

Em 26 de abril, durante o Open Loterias Caixa de Natação, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, Carol bateu o recorde mundial com 1min14s79. No dia seguinte, Elena Krawzow fez 1min14s02, em uma competição em Edimburgo, Escócia. Quarenta e cinco dias mais tarde, a alemã baixou e distanciou-se ainda mais da brasileira, com 1min12s71, em Berlim. “Estou bem preparada, vou entrar para brigar, esta competição é do mais alto nível, minhas adversárias estão muito fortes, vou entrar com tudo, para fazer outra prova emocionante como estes 50m livre”, comentou. 

A primeira medalha desta quarta-feira veio igualmente recheado de emoção, com a paranaense Débora Carneiro. Nos 100m peito da classe S14 (deficientes intelectuais), a brasileira teve que esperar quase um minuto após concluir a prova até ver no placar da arena seu nome confirmar a terceira colocação com 1min17s52, rigorosamente a mesma marca de Valeria Shabalina, da Rússia. A campeã foi a britânica Louise Fiddes (1min13s20), acompanhada da espanhola Michelle Alonso Morales (1min13s49). Nesta mesma prova, a irmã gêmea de Débora, Beatriz terminou em sexto lugar, com 1min16s70.

A presença de Débora no pódio dá à família Borges Carneiro a incrível marca de duas medalhas consecutivas em campeonato mundiais. Na Cidade do México, em dezembro de 2017, edição anterior desta competição, Beatriz representou a família com a medalha de prata nesta prova. 

O Brasil quase voltou ao pódio na última prova do dia. Joana Neves, Daniel Dias, Susana Schnarndorf e Talisson Glock terminaram o revezamento misto 4x50m livre 20 pontos (soma da classificação funcional dos integrantes) em quarto lugar, com 2min30s46, apenas um décimo de segundo atrás da Rússia, medalhista de bronze. A prata ficou com os italianos (2min22s40) e o ouro, com a China (2min20s61).

Resultados dos brasileiros nas finais desta quarta-feira, 11:

Gabriel Cristiano (S8): 7º lugar - 100m borboleta
Talisson Glock (S6): 5º lugar - 200m medley
Débora Carneiro (SB14): BRONZE - 100m peito
Beatriz Carneiro (SB14): 6º lugar - 100m peito
Susana Schnarndorf (SM4): 7º lugar - 150m medley
Maria Carolina Santiago (S12): OURO - 50m livre
Lucilene Sousa (S12): 8º lugar - 50m livre
Carlos Farrenberg (S13): 7º lugar - 100m livre
Revezamento misto 4x50m livre 20 pontos: 4º lugar (Joana Neves / Susana Schnarndorf/ Talisson Glock / Daniel Dias)

Programação dos brasileiros nas eliminatórias desta quinta-feira, 12, horário de Brasília:

6h07 - 100m peito (SB12): Maria Carolina Santiago 
6h14 - 100m costas (S7): Italo Pereira 
6h30 - 100m livre (S10): Phelipe Rodrigues 
6h43 - 100m peito (SB13) Guilherme Silva 
6h55 - 50m borboleta (S5): Daniel Dias 
7h01 - 50m borboleta (S5): Joana Neves 
7h24 - 50m costas (S4): Susana Schnarndorf 
7h32 - 200m medley (SM11) Wendell Belarmino
7h51 - 400m livre (S8): Caio Oliveira 
8h22 - 100m costas (S6): Talisson Glock 
15h11 - 50m costas (S3): Edenia Garcia e Maiara Barreto*
15h43 - 200m livre (S2): Bruno Becker*
16h02 - 200m medley (SM11) Wendell Belarmino*
17h01 - 200m medley (SM5) Esthefany Rodrigues*
17h21 - Revezamento misto 4x100 m livre (S14)*
*Final direta

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)


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